Saudade,
Saudade daquela Porta.
Aquela Porta,
Podia ser qualquer outra, mas não. Aquela é única.
Porta a quem confiámos os sons da nossa alma,
os segredos do nosso embevecimento sensual,
Porta que guarda no silêncio cada gemido, cada toque do teu corpo desnudo no meu.
Porta que guarda as impressões das nossas mãos suadas,
Aquela Porta,
Única a compreender o âmago do nosso Universo,
Universo estrelado,
sem Estrela Polar,
Repleto de perdições e de trovões, desencadeados pela descarga de sensações emanadas pela união dos nossos corpos.
Aquela Porta...
Fecho os olhos, imagino-nos, e é como se me encontrasse de nova lá, atrás daquela Porta.
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