24 de março de 2008

dias de pensamentos sem pés nem cabeça

Dias cinzentos,
Dias amarelos,
Dias sem harmonia,
Dias sem categoria.

Silêncio interrmpido por vozes que nada dizem.

Miscelânea de sons e vibrações interrompidos por silêncios individualistas e pertubadores.

Sombras e fantasmas de medos inúteis que me azedam o inconsciente.

Gritos de impaciência ansiosos por encontrarem o seu refúgio.

Refúgio, aconhegante, sereno, singular, mas longe do meu alcance.
Refúgio que me abriga e me abandona,
que teima em me reconfortar sem me destinar o meu lugar.

9 de março de 2008

Incongruências

quero quando não quero,
não quero quando quero,
turbilhão de quereres incertos e confusos.

Não sei se sim,
não sei se não,
só sei o que não sei,
o que não tenho,
o que não quero.

E num segundo,

desvendas tudo como se de nada se tratasse,
basta-te observar o que não mostrei e ouvir o que não disse.

Escondo o meu mundo bravio e equivocado,
e no fundo,
é assim que o quero, desconhecido e impenetrável.

Quero que o afrontes mas que não o amanses
quero que o compreendas mas que não o decifres.

Serás tu capaz de perdurar nesse mundo?

aquela "Porta"

Saudade,

Saudade daquela Porta.

Aquela Porta,

Podia ser qualquer outra, mas não. Aquela é única.

Porta a quem confiámos os sons da nossa alma,
os segredos do nosso embevecimento sensual,
Porta que guarda no silêncio cada gemido, cada toque do teu corpo desnudo no meu.

Porta que guarda as impressões das nossas mãos suadas,

Aquela Porta,

Única a compreender o âmago do nosso Universo,
Universo estrelado,
sem Estrela Polar,
Repleto de perdições e de trovões, desencadeados pela descarga de sensações emanadas pela união dos nossos corpos.


Aquela Porta...

Fecho os olhos, imagino-nos, e é como se me encontrasse de nova lá, atrás daquela Porta.