16 de abril de 2008


e que bem que faz passar o quarteirão a pente fino às tantas da noite...

e não são devaneios de passeios no meio do betão... é apenas o corpo que começa a pedinchar por um pouco de exercicio físico. E mesmo sendo no meio do betão, como faz bem sentir de novo o coração palpitar...


6 de abril de 2008

Saudades de molhar os pézinhos na areia!
Saudades de sol ardente no rosto!
Saudades de dias de praia solitários logo pela manhã!

São Pedro! Dai-nos descanço e mandai-nos solinho please!

1 de abril de 2008

desarrumação


Observo em meu redor e apercebo-me:
monstros de tijolos que me assolam a vista, automóveis que me desarrumam a cidade, barulho infernal de comboios desenfreados que teimam em passar a horas tardias, vaivém de pássaros gigantes adornados de turbinas e de pisca-pisca.
Multidão cabisbaixa de croissant e café nas mãos, que acorda atrasada , que corre sem se aperceber  e  que desespera por mais uns minutos.

Não imaginava que pudesse sentir tanto a tua falta.

De Inverno, voz desse mar dominador que me entranha nos tímpanos, serenidade que toma conta de mim e me faz sentir num outro mundo.
De Verão, o zum-zum satisfeito da multidão, sol de meio-dia ardente no rosto, banho refrescante d'água salgada.

Mas o melhor é a reminiscência daquelas manhãs tranquilas tal qual santuário ermo.
Silêncio interrompido apenas pelo quebrar das ondas.
Aquelas três a quatro horas matinais em que o sol já se fazia sentir e que passavam despercebidas ao turbilhão de gente "d'aprés-midi" habitual.

Espaço de tempo em que me limitava a não fazer nada, a pensar em nada, simples e puro desfrute de ti minha paixão.

24 de março de 2008

dias de pensamentos sem pés nem cabeça

Dias cinzentos,
Dias amarelos,
Dias sem harmonia,
Dias sem categoria.

Silêncio interrmpido por vozes que nada dizem.

Miscelânea de sons e vibrações interrompidos por silêncios individualistas e pertubadores.

Sombras e fantasmas de medos inúteis que me azedam o inconsciente.

Gritos de impaciência ansiosos por encontrarem o seu refúgio.

Refúgio, aconhegante, sereno, singular, mas longe do meu alcance.
Refúgio que me abriga e me abandona,
que teima em me reconfortar sem me destinar o meu lugar.

9 de março de 2008

Incongruências

quero quando não quero,
não quero quando quero,
turbilhão de quereres incertos e confusos.

Não sei se sim,
não sei se não,
só sei o que não sei,
o que não tenho,
o que não quero.

E num segundo,

desvendas tudo como se de nada se tratasse,
basta-te observar o que não mostrei e ouvir o que não disse.

Escondo o meu mundo bravio e equivocado,
e no fundo,
é assim que o quero, desconhecido e impenetrável.

Quero que o afrontes mas que não o amanses
quero que o compreendas mas que não o decifres.

Serás tu capaz de perdurar nesse mundo?

aquela "Porta"

Saudade,

Saudade daquela Porta.

Aquela Porta,

Podia ser qualquer outra, mas não. Aquela é única.

Porta a quem confiámos os sons da nossa alma,
os segredos do nosso embevecimento sensual,
Porta que guarda no silêncio cada gemido, cada toque do teu corpo desnudo no meu.

Porta que guarda as impressões das nossas mãos suadas,

Aquela Porta,

Única a compreender o âmago do nosso Universo,
Universo estrelado,
sem Estrela Polar,
Repleto de perdições e de trovões, desencadeados pela descarga de sensações emanadas pela união dos nossos corpos.


Aquela Porta...

Fecho os olhos, imagino-nos, e é como se me encontrasse de nova lá, atrás daquela Porta.