3 de dezembro de 2012

Nevoeiro

Tristeza talvez. Impotência com certeza. Frustração sempre. Sempre que anseio, projecto, sonho e visiono o meu futuro que parece estar logo ali a estender-me a mão e que do nada desaparece. Sinto nos olhos a secura do que um dia fora a expressão da minha tristeza. Sinto no peito a angústia de quem um dia fora frágil. Sinto na garganta o silêncio do que um dia fora um rugido. Fortaleza de emoções que me vestem. Dispo-me e nada vejo.
Bloqueio.
Quero dizer mais.
Não consigo.
Volto a mim. E finalmente, sinto nos olhos o passar da tempestade de pensamentos. Sinto esse futuro escorrer-me pela cara. Sinto o coração raivoso a pulsar no peito.
E mesmo assim, continuo a sentir na garganta o silêncio do que um dia fora um rugido.
Volto a mim. Triste, impotente, frustrada e silenciosa.

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