Carta aberta aos homens:
Os pretos são todos iguais, os chineses são todos iguais, as zebras são todas iguais, os homens são todos iguais e as mulheres, claro, são todas iguais.
Ora, a isto chama-se generalização da espécie.
É sabido que as mulheres têm uma linguagem própria da qual poucos, raros, homens têm o dom de saber interpretar. Aliás, este assunto é motivo de chacota nos mais animados jantares femininos em que o homem é o bobo da corte.
As mulheres (a maioria) não sabem fazer jogo fácil e preferem dificultar a tarefa masculina dizendo não quando de facto é não, e dizendo não quando na verdade é sim. Em que ficamos? Só elas sabem.
Todos gostamos de jogar e andar à volta do assunto até ver quem cede primeiro à tentação. Tem piada, e faz despertar o interesse. Mas daí a achar que tudo o que veste saia só sabe falar através de um código decifrável, única e exclusivamente, no meio feminino, ora pensem duas vezes!
Quando só os desejos carnais estão na mesa, ou melhor dizendo na cama, são poucas as mulheres que tentam mostrar o que querem com jogos de palavras cruzadas que só elas mesmas é que entendem.
Quando foi previamente assumido e assinado verbalmente que o trato seria a realização dos desejos carnais, incluindo divertimento de parte a parte até que uma delas se desse por satisfeita, então aí amigos, a mulher é directa!
Quando dizemos "quero-te" não estamos a dizer "estou a começar a desenvolver sentimentos por ti" e sim "quero-te agora! Aperta-me contra a parede, e que os santos desviem o olhar!".
E mais, homens deixem-se de tretas e lamechices!
Se acham que elas estão a gostar mais do que aquilo que deveriam, esperem que ela própria assuma o sentimento. Não tentem interpretar algo que viram subliminarmente, porque a maioria das vezes ou não existe ou é exactamente o contrário do que estariam a pensar.
Se foi falado e acordado, elas sabem em que chão estão a pisar. E são bem mais astutas do que parecem.
E, cuidado, uma mulher consciente, num jogo, é o pior adversário que se pode querer. Joga, ganha, e festeja mesmo que seja sozinha e sem ligar às crises do coração.
Nota: A gata está de volta e hoje particularmente assanhada.
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